Alto Comissariado moçambicano agrava preços de Vistos de turismo

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África de Sul

Alto Comissariado moçambicano agrava preços de Vistos de turismo

Maputo (Canalmoz) – O Alto Comissariado de Moçambique na África do Sul em Pretória mandou afixar um anúncio a agravar os preços de Visto para turismo, negócios e outras categorias.

Segundo o documento, datado de 19 de Janeiro, o Visto para turismo passa a custar 1000 rands, e os Vistos para negócios e para estudantes passam a custar 2000 rands. Os Vistos de trabalho e de residência passam a custar 5000 rands e o Visto de trânsito passa a custar 750 rands.

Os novos preços entraram em vigor na segunda-feira e são aplicáveis a países com os quais Moçambique não tem acordo de isenção de Vistos e que queiram vir ao nosso país a partir da África do Sul.

O “Canalmoz” não conseguiu apurar quais eram os preços praticados antes da entrada em vigor da nova tabela.

Sob o ponto de vista de turismo, a medida está a ser criticada pelos turistas nos principais portais sobre a matéria. Por exemplo, no portal “Moza Info”, criado por turistas estrangeiros que já estiveram em Moçambique e outros que cá ainda estão, alegam que o agravamento das tarifas é uma medida contra o turismo e contrária ao discurso governamental de promoção do turismo em Moçambique. “Muitos países que estão a promover o seu turismo não cobram quase nada pelo Visto de estadia por menos de trinta dias. Por que é que Moçambique, querendo promover o seu turismo, ainda cobra mil rands? Que fiquem com o vosso país. Vamos para outros países onde nos querem bem”, escreveu Ian Len, um cidadão estrangeiro, em comentário sobre o documento do Alto Comissariado de Moçambique na África do Sul.

Muito recentemente, Moçambique também esteve na boca dos turistas quando impediu que desembarcasse no porto de Maputo um cruzeiro que trazia turistas, alegadamente porque a Migração podia tratar dos seus Vistos. O cruzeiro teve de regressar.

Aparentemente todos estes episódios contra o turismo estão a acontecer sem o conhecimento das autoridades que superintendem o sector do Turismo, que aparece como mero espectador. (Redacção)

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