Chuva mata catorze pessoas no Norte do país

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Chuva mata catorze pessoas no Norte do país

Maputo (Canalmoz) – Catorze pessoas morreram, na semana passada, em consequência de chuva forte acompanhada por ventos com rajadas que fustigaram três províncias do Norte de Moçambique.

O facto foi revelado ontem por António José Beleza, oficial de informação do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, em Nampula.

Segundo António José Beleza, morreram onze pessoas em Nampula, duas em Cabo Delgado e uma em Niassa.

António José Beleza disse também que a chuva afectou cerca de 80.000 pessoas nas três províncias. Com a confirmação dos catorze óbitos, sobe para vinte e oito o número total de pessoas mortas na presente época chuvosa em Moçambique.

Ontem, o Governo, numa reunião do Conselho Coordenador de Emergência, dirigida pelo primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, anunciou que os estragos causados pela chuva estão avaliados em 300 milhões de meticais. O valor faz parte de um plano de contingência aprovado no ano passado pelo Conselho de Ministros.

Para a presente época chuvosa (2017/2018), o Governo anunciou um montante avaliado em um bilião de meticais para o plano de contingência, com uma população em risco acima de um milhão de pessoas, sobretudo das regiões centro e norte do país.

O ministro das Obras Públicas e Habitação Carlos Bonete, falando ontem para a comunicação social, anunciou um défice orçamental de cerca de 700 milhões para fazer face aos estragos da presente época chuvosa. O ministro disse que, neste momento, as autoridades estão a fazer contactos com os seus parceiros, para ultrapassar o défice financeiro, depois de, em 2016 o grupo de parceiros programáticos ter abandonado o apoio directo ao Orçamento do Estado devido à descoberta de avultadas dívidas secretas e ilegais contraídas pelo Governo da Frelimo chefiado por Armando Guebuza.

Recentemente, o Centro Operativo de Emergência lançou um alerta laranja, que se aplica a uma situação de risco moderado. António Beleza disse ontem ao nosso jornal que equipas do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades continuam no terreno. (Eugénio da Câmara)

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