HCB diz-se sólida para a venda dos seus 7,5% de acções

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HCB diz-se sólida para a venda dos seus 7,5% de acções

Maputo (Canalmoz) – A Hidroecléctrica de Cahora Bassa, descrita como o maior empreendimento económico moçambicano, declarou uma produção anual acima do que estava planeado para o ano de 2017.

Segundo um comunicado da empresa, no ano de 2017, a produção anual fixou-se em 13.778.414 MWh, significando 6,76% de volume de produção alcançado, o que representa 75,7% da capacidade instalada, e 11,53% abaixo da produção de 2016.

A situação de seca, fenómeno extremo com um período de retorno de vinte e cinco anos, que tem afectado a região, fez com que o ano de 2017 se iniciasse com um nível de armazenamento baixo, pois a quota situava-se em 312,22 metros, cerca de oito metros abaixo do normal.

A empresa diz que, por esse motivo, a gestão da albufeira tem sido criteriosa, procurando um compromisso entre níveis de produção e a necessidade de recuperação dos níveis normais de armazenamento, que resultou num aumento da quota na albufeira para 317,69 metros, no início do ano de 2018, situação melhor do que a do ano passado, mas, ainda assim, cerca de três metros abaixo do nível desejável.

Para o ano 2018, a meta de produção de energia é de 13.471.686 MWh. Esta é uma meta definida para um ano em que inicia a implementação do Plano Estratégico 2018-2022 que assenta em cinco eixos estratégicos, nomeadamente: i) eficiência operacional; ii) negócios, mercados e clientes; iii) gestão corporativa, risco e “accountability”; iv) desenvolvimento do capital humano; v) rentabilidade.

Nesse contexto, será continuada a implementação do “Capex Vital”, um plano de investimento plurianual, orçado em cerca de 500 milhões de euros, a executar ao longo dos próximos dez anos. Trata-se de um documento elaborado com base numa avaliação de risco operacional e contém um conjunto de projectos em áreas essenciais do negócio, cujo objectivo é o aumento da capacidade de fornecimento de energia fiável e sustentável, a um custo competitivo no mercado nacional e no mercado regional.

A par da implementação do “Capex Vital”, no que diz respeito à expansão de capacidades produtivas, prosseguirá a exploração de outras oportunidades de negócio, tendo sempre presente a gestão do risco hidrológico e da sustentabilidade da empresa e do sector da energia nacional, inserido na região.

Em 2017, a HCB, iniciou o processo para se cotar na Bolsa de Valores de Moçambique, pela venda de 7,5% de acções a cidadãos moçambicanos. Este processo prossegue durante o presente ano de 2018. (Eugénio da Câmara)

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