Terroristas “sem rosto” aumentam pânico e incerteza em Cabo Delgado

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Dois mortos e um ferido num ataque em Nagande

Terroristas “sem rosto” aumentam pânico e incerteza em Cabo Delgado

Desde que os ataques começaram, a 5 de Outubro do ano passado, em Mocímboa da Praia, os seus autores já actuaram em três distritos.

A Polícia nega que tenha perdido o controlo da situação e afirma que está reforçada no local.

Maputo (Canalmoz) – Um novo ataque realizado por um grupo armado que o Governo insiste em colá-lo a um suposto “terrorismo islâmico”, causou a morte de duas pessoas e ferimentos em uma pessoa, na noite de segunda-feira, 15 de Janeiro, na aldeia de Nkonga do Distrito de Nangade, em Cabo Delegado, no Norte de Moçambique. A informação começou a circular ontem, terça-feira, nas redes sociais, e depois confirmada pelo porta-voz da Polícia no Comando-Geral, Inácio Dina.

“Temos uma força a fazer um desdobramento, em Nangade, numa aldeia de nome Nkonga, onde houve uma acção inimiga. Duas pessoas perderam a vida, uma das quais um técnico de medicina, e uma cidadã, que é esposa de um agente económico”, disse Inácio Dina.

“Vandalizaram um Centro de Saúde e retiraram alguns medicamentos e alguns bens alimentícios. Apoderaram-se de um viatura e motorizadas”, afirmou Inácio Dina.

A Polícia diz que está no local juntamente com outras Forças de Defesa e Segurança para repor a ordem e neutralizar os atacantes.

Este é o segundo ataque, num espaço de quatro dias, em locais diferentes, em Cabo Delgado.

O primeiro ataque ocorreu no sábado, 13 de Janeitro, na sede do posto administrativo de Palma, cerca das 20h00. O grupo abriu fogo contra o edifício do Governo local, matando cinco pessoas. Os atacantes destruíram infra-estruturas e queimaram barracas do mercado local. A secretaria do posto administrativo de Olumbi foi vandalizada, incluindo a residência do chefe do posto, e foi incendiada a motorizada oficial do Governo.

A Polícia nega estabelecer alguma relação entre os ataques mais recentes e os ataques anteriores, realizados em 5 de Outubro de 2017.

Os atacantes já actuaram em três distritos, nomeadamente, Mocímboa da Praia, Palma e Nangade, desde o início do terror, a 5 de Outubro. Os atacantes invadiram postos policiais, onde mataram e feriram agentes da Polícia; invadiram postos de saúde, roubaram medicamentos; destruíram várias infra-estruturas públicas; mataram civis e queimaram casas. Quando o Comandante-geral da Polícia, Bernardino Rafael, deu um ultimato aos atacantes para que se rendessem num prazo de sete dias, estes responderam com um ataque de surpresa contra a coluna das Forças de Defesa e Segurança, tendo assassinado director nacional do Reconhecimento, da Unidade de Intervenção Rápida.

Durante a conferência de imprensa realizada ontem, perguntámos se a Polícia ainda tinha o controlo da situação. Inácio Dina disse que a Polícia reforçou a sua presença em vários pontos de Cabo Delgado.

Segundo Inácio Dina, desde os primeiros ataques até hoje, a Polícia deteve cerca de 300 pessoas ligadas aos ataques, incluindo moçambicanos e estrangeiros. Dos estrangeiros, a maioria é constituída por tanzanianos.

Moçambique e a Tanzânia assinaram, há dias, um acordo que, segundo Inácio Dina, é o culminar de parcerias de acções tácticas e técnico-operativas, em várias especialidades, sendo uma delas o combate ao terrorismo. (André Mulungo)

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