Associação Moçambicana de Bancos aumenta taxas de operações em ATM’s

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Maputo (Canalmoz) – Desde Janeiro, as operações nos terminais de pagamento automático, conhecidos como ATM’s, passaram a ser mais caras. A Associação Moçambicana de Bancos (AMB) justifica o aumento das comissões com o agravamento dos custos de operação, a desvalorização do metical e o aumento da inflação.

Os utilizadores das caixas da Sociedade Interbancária de Moçambique (SIMO) notaram, desde Janeiro, um aumento de 7,00 meticais para 9,00 meticais na comissão cobrada por cada levantamento. Uma transferência de um banco para o outro, na rede SIMO, chega a custar 193,00 meticais, um aumento de mais de 50%.

Em declarações à agência Lusa, Teotónio Comiche, presidente da AMB, disse que a comissão se manteve desde Agosto de 2012, mas teve de ser aumentada no início desde ano devido “ao crescimento da inflação”, por causa da “forte desvalorização do metical, principalmente em 2016”, e também devido ao aumento dos custos operacionais com a rede comercial dos bancos, associada à expansão da mesma.

Sobre queixas dos utentes de que as instituições financeiras estão a violar a isenção de pagamento de comissão para as duas primeiras operações em cada mês, Teotónio Comiche disse que os bancos acordaram com o Banco de Moçambique que essa gratuidade do serviço será observada a partir de Abril.

O presidente da AMB disse que a aplicação da comissão pelo serviço de levantamento viabilizou o lançamento e a expansão da actual rede de caixas automáticas, cerca de 1700 em Moçambique.

Teotónio Comiche acrescentou que os custos inerentes à rede estão relacionados com a grande dimensão territorial do país e com significativas dificuldades logísticas, nomeadamente nos acessos, energia, custo e dificuldade de transporte de notas.

“Só a existência destas taxas permitiu que houvesse expansão e manutenção das máquinas em funcionamento”, disse à Lusa.

Segundo a Lusa, a AMB receia que um novo regime de comissões e encargos relativos a serviços financeiros, a vigorar a partir de 1 de Abril de 2018, reduza as receitas associadas às caixas automáticas e, logo, os investimentos no reforço e manutenção da rede, dificultando o objectivo da inclusão financeira.

“Essa preocupação é ainda mais relevante quando pensamos que os utentes da moeda electrónica [através de contas no telemóvel] são também servidos nesta rede nacional de caixas”, afirmou Teotónio Comiche. (Redacção)

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