Dívidas a fornecedores de combustível criam caos nos voos da LAM

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Maputo (Canalmoz) – Está instalado o caos nos voos das Linhas Aéreas de Moçambique por falta de dinheiro para pagar aos fornecedores de combustível, numa situação que demonstra uma profunda incompetência na gestão da empresa. Esta diz que é “ruptura de stock”, mas a verdade é que a LAM está mergulhada em avultadas dívidas aos fornecedores de combustível. A “Petromoc” e a BP suspenderam o fornecimento devido à incapacidade de a LAM honrar os seus compromissos.

Actualmente, a LAM está a operar no limite, com os abastecimentos a serem garantidos pela “Puma Energy”, mas com a condição de pagamento “up front”. Vários voos foram cancelados desde a semana passada até agora, sem perspectivas de que o problema venha a ser solucionado. A LAM está sem dinheiro, mas, paradoxalmente, a nível das obras e de fornecimentos como viaturas em regime de “leasing”, há pagamentos exorbitantes, numa lógica de delapidação da empresa.

Em comunicado distribuído esta tarde, a LAM nega que a dívida com a BP ascenda aos três milhões, mas não disse quanto é que está a dever à BP e à “Petromoc”, confirmando apenas abastecimentos condicionados devido ao que chama “ruptura de ‘stock’ de combustível”, por parte da BP, o que resulta em atrasos e reprogramação de voos.

Enquanto permanece a situação com a BP, a LAM diz que está a garantir abastecimentos através da “Puma Energy”, mediante pré-pagamentos, situação que dizem ser “insustentável na gestão de qualquer companhia aérea, tendo em conta o volume de consumo diário de combustível”.

O “Canalmoz” sabe que a empresa atravessa uma profunda crise de gestão que já é do conhecimento do ministro dos Transportes e Comunicações, e, muito brevemente, a actual Direcção da empresa poderá ser demitida, por falta de resultados e devido ao clima de intrigas internas. (Redacção)

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