Três anos sem Gilles Cistac e sem justiça

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Maputo (Canalnoz) – Completaram-se, no passado sábado, três anos após o assassinato de Gilles Cistac, professor catedrático de Direito Constitucional e director-adjunto para a Investigação e Extensão na Universidade Eduardo Mondlane.

Gilles Cistac  perdeu a vida no dia 3 de Março de 2015, no Hospital Central de Maputo, para onde foi levado depois de ser atingido por quatro tiros, quando era cerca das 8h30, defronte do café “ABFC”, no Bairro da Polana-Cimento, na capital de Moçambique.

Gilles Cistac acabava de tomar o seu pequeno-almoço, como fazia regularmente todos os dias naquele café, localizado na esquina da Av. Mártires da Machava com a Av. Eduardo Mondlane, e estava na viatura que o iria transportar, quando foi baleado pelas costas.

Ainda não foram encontrados os autores morais e materiais do assassinato de Gilles Cistac.

O porta-voz da Polícia, Orlando Mudumane, declarou, na altura, que o crime foi perpetrado por quatro indivíduos, três de raça negra e um de raça branca, que se deslocavam numa viatura não identificada. Mas, como ficou claro na altura, esses suspeitos eram fictícios e enquadrados num expediente racista para fazer entender que Gilles Cistac foi morto pelos seus “pares de raça branca”, quando, na verdade, era conhecida a campanha racista contra aquele catedrático, que vinha sendo levada a cabo pelos grupos de choque afectos ao regime e com sugestões de morte.

Uma semana antes do seu assassinato, Gilles Cistac anunciou que ia processar um indivíduo que, através do Facebook, e com o pseudónimo “Calado Kalashnikov”, o acusou de ser um espião francês que obteve a nacionalidade moçambicana de forma fraudulenta. Em resposta, Gilles Cistac apresentou uma queixa à Procuradoria-Geral da República, por considerar que estava a ser vítima de intolerância política.

Gilles Cistac vinha recebendo ameaças de pessoas que se diziam do partido Frelimo e que o acusavam de ser assessor jurídico da Renamo. Gilles Cistac defendeu que, à luz da Constituição, seria possível a criação de províncias autónomas, prevendo a hipótese de se criarem municípios de escalão superior às cidades.

A tese de Gilles Cistac  ia ao encontro da exigência da Renamo de governar nas províncias em que teve maior número de votos nas eleições gerais de 15 de Outubro de 2014. (Redacção)

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