M’tumuke rejeitou proposta de pedir ajuda aos militares da Renamo para combater terroristas em Cabo Delgado

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No dia em que Filipe Nyusi visitou o quartel das operações em Cabo Delgado, os terroristas atiraram para dentro do quartel duas cabeças decepadas e elevaram o nível de susto dos militares.

 

Morreu Andre Hanekom, mas os ataques continuam.

 

Maputo (Canalmoz) – As Forças de Defesa e Segurança estão a enfrentar enormes dificuldades para travar a incursão dos autores dos ataques em Cabo Delgado, que estão a semear terror. Até agora, várias dezenas de militares e civis foram mortos com um grau de brutalidade que inclui decepar cabeças. Na semana passada, quando Nyusi visitou o quartel das operações, os terroristas atiraram para dentro do quartel duas cabeças decepadas, para aterrorizar os militares, que há muito andam aterrorizados. Um oficial superior das Forças Armadas, que comanda parte das tropas no local, descreveu ao “Canalmoz” como “extremamente grave” a situação que se vive. Destacou que tudo se resume à falta de preparação das Forças Armadas para lidar com a situação. “Isto é uma guerrilha evoluída e sem rosto. Se a imprensa reportasse verdadeiramente as matanças que aqui estão a acontecer, o país pararia todo. A situação é extremamente grave”. A fonte disse que os militares que estão no local queixam-se da arrogância de Salvador M’tumuke, ministro da Defesa que, segundo disse, coordena as equipas do Ministério do Interior, do Ministério da Defesa e dos Serviços Secretos que estão no local. Segundo disse a fonte, M’tumuke está a subestimar a situação acreditando que pode solucioná-la, o que, segundo disse, é uma “grande falácia”, porque a situação está fora de controlo. A fonte conta que, numa reunião realizada recentemente, alguns oficiais propuseram um acordo sigiloso com militares da Renamo que melhor dominam as operações de guerrilha e em condições adversas para ajudarem as Forças de Defesa e Segurança. M’tumuke rejeitou a proposta, alegando que isso é um sinal de fraqueza e de substituição do Estado, mantendo o seu optimismo descrito como sendo de suicídio perante a degradação da situação naquela zona do país. “Estamos a empurrar o problema com a barriga, e não há solução à vista, muito menos estratégia das Forças de Defesa e Segurança para lidar com a questão, porque estamos todos reféns das ideias de M’tumuke” disse a fonte.

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