Decretado “alerta vermelho” em Cabo Delgado devido à aproximação do ciclone “Kenneth”

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Maputo (Canalmoz)  Na sequência da aproximação da tempestade tropical severa, baptizada com o nome “Kenneth”, o Governo decidiu, na quarta-feira, decretar o “alerta vermelho” para a região norte do país.

O facto foi anunciado por Augusta Maíta, directora do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, no final da sessão do Conselho Coordenador de Gestão de Calamidades realizada na quarta-feira, em Maputo, sob a direcção do primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário.

O “alerta vermelho”, em Moçambique, significa uma situação meteorológica de risco elevado a máximo e é emitido quando ocorre uma situação de aproximação de ventos fortes dentro dum período de seis horas ou quando já estão a soprar.

A directora do INGC disse também a jornalistas que o Governo está com problemas de défice orçamental para fazer face ao impacto previsto do ciclone “Kenneth”, embora estejam disponíveis 100 milhões de meticais em bens alimentares e não alimentares para responder às necessidades da população nas zonas afectadas pela calamidade.

O Governo diz que a previsão é que o ciclone “Kenneth” afecte cerca de 692.000 pessoas, e os seus efeitos poderão fazer-se sentir a partir do  final do dia de hoje, quinta-feira.

Augusta Maíta disse que, neste momento, o Governo já colocou em Nacala dez barcos, vinte pilotos de barcos e um helicóptero.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades emitiu, passada na terça-feira, um comunicado com um aviso de risco de inundações urbanas nas cidades de Pemba, Nacala-Porto e Nacala-a-Velha e sobre a possibilidade de ocorrência de cheias nas bacias do Rovuma, Messsalo, Montepuez, Megaruma e Lúrio.

O Instituto Nacional de Meteorologia diz que o ciclone “Kenneth” será caracterizado por ventos fortes, de 80 a 120 km/h e chuvas muito fortes, de mais de 100 ml.

Relatos dos órgãos de comunicação social e de fontes independentes indicam que a população residente nas zonas de risco do ciclone não está informada sobre a aproximação do “Kenneth” e continua nas suas actividades normais, incluindo a pesca. Mas o Governo afirma que as acções de divulgação da informação sobre a aproximação do ciclone e as medidas de prevenção estão a ser transmitidas normalmente. (Eugénio da Câmara)

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