Grito negro

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Ontem era Patrão da nação, dançava agachando-se, até arrastar as calças ao chão, hoje o Patrão não dança e aparece desfocado em público, o tambor toca, e o Patrão não dança. Ontem o Patrão já fora ministro, mandava matar, deportava a todos os que lhe aprouvesse, o Patrão era dono de tudo e do povo, o Patrão usava meios do Estado para perseguir e assassinar um líder opositor, ontem o Patrão esperava a bandeja com a cabeça do líder, hoje o Patrão é objecto de comiseração do povo e dos seus pares, ontem o Patrão enricava-se ilicitamente e aos seus, que forneciam bens e serviços ao Estado, comprava armas, as armas que o Patrão comprava para inventar guerra, para matar os plebeus e diferentes de si, desafortunadamente, mataram-lhe em casa, sinal de que a bala não escolhe e Deus não controla o karma.

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