O conseguidor King Nyusi

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Beira (CanalMoz) – A fraude eleitoral não veio por acaso, mas para confirmar que sem ela a vitória de Nyusi não daria certa. Moçambique precisava de um episódio de dimensão colossal, como esta fraude, para habilitar-se ao Livro dos Recordes, conhecido por Guiness Book. Inventando as suas regras e padrões eleitorais King Nyusi e o partidão candidatam-nos agora para um livro honroso, por piores motivos. Confirma-o a vitória eleitoral de King Nyusi,  superando assim o recorde do ex-presidente da Libéria, Charles King I. King I, convenhamos, consta do Livro dos Recordes por ter vencido a eleição mais fraudulenta de toda a história. Ele venceu com 234 mil votos, em 1927, quando haviam apenas 15 mil eleitores registados. O recorde detido por King I é agora superado por Nyusi, pelas seguintes razões:

Noventa dois anos depois, pois que King estava sem concorrente, Nyusi conseguiu, que nos 138 dos 160 distritos fossem angariados pelo menos 282.000 votos falsos para si, introduzidos nas urnas.

Nyusi, que em 2014 foi confirmado presidente sem editais que o testificassem, dá agora um salto qualitativo na reeleição. Com as suas peripécias mirabolantes conseguiu o que o King não conseguiu. Em 19 dos 138 distritos o talentoso Nyusi conseguiu uma afluência de acima de 75% e mais de 80% dos votos, para si.

O engenhoso Nyusi conseguiu superar o abismado King: na gigantesca fraude nunca vista, de todo o país conseguiu mais votos para Presidente do que os que seriam para a Assembleia da República. Todos os votos extras foram para ele.

Segundo o Centro de Integridade Pública, Nyusi (que confiou na fraude desde o início) conseguiu ser mais forte e popular que o seu partido. Em 138 dos 160 distritos Filipe Nyusi angariou 267000 votos a mais nas eleições presidenciais do que a Frelimo nas eleições legislativas.

Uma pergunta que exige uma reflexão séria: como Nyusi conseguiu ser um génio, iludir o homem médio moçambicano, ele que tem extremas dificuldades de se comunicar?

Com um universo de potenciais eleitores escritos estimados em 12 milhões, o conseguidor Nyusi (passem-me o pleonasmo) conseguiu ter 300 mil eleitores fantasmas, só em Gaza. Em Gaza, onde havia fraca afluência no dia de votação, Nyusi, através dos seus criminosos lugares-tenentes (polícias, agentes do SISE, do STAE, CNE, Observadores fantasmas com a bandeira oculta do partido), conseguiu que ao fim do dia da votação, os números lhe fossem favoráveis, nalgumas mesas em cem por cento.

Só o Nyusi conseguiu o que outros (des)conseguiram: a invalidação de 25 mil votos de outros concorrentes da oposição.

Nyusi conseguiu que pelo menos três mil observadores idóneos não conseguissem obter credenciação, bloqueando assim qualquer perspectiva de estes conferirem a fraude no vasto território nacional.

Com a sua máquina repressiva, o conseguidor Nyusi conseguiu que os seus Dragões da Morte assassinassem um casal em Tete (dia 14) e um reputado activista em Gaza.

Qual filho pródigo, King Nyusi conseguiu ainda manipular Miguel Mabote, líder de um partido sem membros e lugar-tenente do partidão, também porta-voz de uma coligação de partidos extra-parlamentares sem expressão numa ruela qualquer do país, a reconhecer a sua vergonhosa vitória, como que para lavar o seu rosto na bacia de Pilatos, ademais abstraindo que o King da nossa casa conseguiu reeleger-se jogando sobre o seu povo  a cartada de prisões arbitrárias, ataques com gás lacrimogénio, violando o Acordo de Cessação de Hostilidades e Paz Definitiva assinado muito recentemente.

King Nyusi conseguiu promover estado de guerra no dia das eleições. Conseguiu que muitos apoiantes seus, gente depauperada pelos 43 anos da endocolonização do país, dedicasse a preencher os boletins de votos usados no enchimento de urnas. As fotos circulam vergonhosamente nas redes sociais.

O país deve reservar um diadema para o King porque como Rei da fraude conseguiu o que o partido não conseguiu anteriormente: festejar uma vitória cheia de vícios insanáveis.

Viva King Nyusi, o herói da fraude! Viva King Nyusi que fará tudo para dar certo o repatriamento do seu comparsa Manuel Chang! Fará tudo para que que dê certo a impunidade dos demais agentes da dívida oculta! (Adelino Timóteo)

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