Anastácio Matavele: três anos de um crime do Estado com mandantes impunes

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Maputo (Canalmoz) – Três anos depois do assassinato de Anastácio Matavele, que era o director executivo do Fórum das Organizações da Sociedade Civil na província de Gaza e membro da “Sala da Paz”, uma plataforma de observação eleitoral conjunta, continua a certeza de que estamos perante um crime de Estado, tendo em conta que os agentes executores do mesmo são servidores públicos, usaram armas e munições do Estado e estavam de serviço. O que até hoje continua uma incógnita são os mandantes do crime. Anastácio Matavel foi morto cerca das 11h00 do dia 7 de Outubro de 2019, alvejado por treze tiros no interior da sua viatura, na cidade do Xai-Xai, quando saía de uma acção de formação de observadores eleitorais. O assassinato aconteceu a uma semana da realização das eleições, de que era observador. Quando estamos a um ano das eleições autárquicas e a dois das eleições gerais e tendo em conta os três anos após oassassinato de Anastácio Matavele, organizações de defesa dos Direitos Humanos juntaram-se ontem, segunda-feira, 17 de Outubro, numa reunião virtual para levantar a voz e, mais uma vez, exigir justiça no caso do assassinato de Anastácio Matavele e debater sobre os riscos associados ao trabalho dos defensores de Direitos Humanos em períodos eleitorais. Apesar de os executores do crime terem sido julgados e condenados, o facto de os mandantes continuarem desconhecidos gera um sentimento de impunidade.

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