Organizações não-governamentais exigem cumprimento dos “Princípios Voluntários” sobre Direitos Humanos e o direito ao desenvolvimento das comunidades

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Maputo (Canalmoz) – num painel com o tema: Oque pode ser alcançado em Moçambique com os ‘Princípios Voluntários’?”, Adriano Nuvunga, activista social e director executivo do Centro Para Democracia e Desenvolvimento, disse ser necessário evitar que existamem Cabo Delgado zonas com segurança e outras sem segurança. Não queremos ter dois Cabo Delgados, um Cabo Delgado protegido pela ‘Total‘ e um Cabo Delgado protegido pelas empresas que exploram recursos a sul de Cabo Delgado e um outro Cabo Delgado que não tem nada, afirmouNa ocasião, Adriano Nuvunga, sobre a importância dos “Princípios Voluntários” no contexto da exploração dos recursos naturais, disse que os recursos devem ser utilizados para tirar o povo da miséria, sem guerras que levem à violação dos Direitos Humanos, e,consequentemente, ao desvio dos recursos que seriam para o desenvolvimento, para alimentar a guerra. Afirmou: “É necessário olhar-se para os ‘Princípios Voluntários’ como um mecanismo que pode envolver as empresas, o Estado e as organizações não-governamentais numa plataforma de diálogo, para que se encontre uma compreensão aprofundada sobre a natureza dos problemas, como se pode abordar esses problemas de maneira a que todos, com participação, transparência, possam sentir-se parte e reduziros impactos. Num contexto em que as zonas de exploração de recursos são altamente militarizadas, Adriano Nuvunga consideraque não é a quantidade de armas que resolve os problemas. Defende o envolvimento das comunidades e a garantia do direito ao desenvolvimento das comunidades. Adriano Nuvunga considera que, se gastarmos mais em armas,significa que estaremos a investir menos para o desenvolvimento. Quando a segurança custa muito dinheiro, significa que se está a tirar daquilo que seria para o desenvolvimento. Cada bala, cada arma, seria para o desenvolvimento das comunidades, afirmou.

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