Renamo e MDM exigem explicações ao Governo sobre terrorismo, raptos, assassinatos e custo de vida

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Maputo (Canalmoz) – O Governo estará, na quarta-feira e na quinta-feira, na Assembleia da República, para responder a quinze perguntas colocadas pelas bancadas parlamentares da Frelimo, Renamo e Movimento Democrático de Moçambique sobre a vida política, económica e social do país. Entre as quinze questões algumas questões colocadas pelas bancadas da oposição(Renamo e MDM) que, pelo seu teor, coincidem. As duas bancadas exigem explicações do Governo sobre o que se este a fazer para: combater o terrorismo em Cabo Delgado, que se está a estender para Niassa e Nampula; combater a onda de raptos e assassinatos em Maputo, Beira e Chimoio; baixar o custo de vida ou melhorar o poder de compra dos moçambicanos, que se está a deteriorar dia após dia.

Numa altura em que, por um lado, o sistema vende discursos triunfalistas de que a situação da guerra está a estabilizar-se em Cabo Delgado, e, por outro lado, a imprensa não alinhada e algumas organizações internacionais desmentem a narrativa oficial, a bancada parlamentar da Renamo quer saber qual é o verdadeiro estágio do combate ao terrorismo na região norte do país.

O MDM quer saber qual é o estágio actual da assistência humanitária, quando o número de deslocados ultrapassa um milhão.

Em Maputo e na Matola (no Sul), na Beira e em Chimoio(no centro do país) e em Nampula (no Norte), assiste-se àintensificação dos crimes de raptos, alguns dos quais acontecem em zonas muito movimentadas e com presença policial. Mas também há registo de assassinatos, sobretudona cidade da Beira, onde centenas de pessoas saíram às ruas, na semana passada, para manifestarem repúdio sobre o fenómeno.

Perante este cenário, a Renamo quer saber qual é a origem e a causa dessas acções criminosas e o que está a ser feito para neutralizar os autores.  Sobre o mesmo assunto, o MDM quer saber que políticas de segurança pública o Governo tem em vista para estancar e esclarecer tempestivamente os raptos e assassinatos no país, com maior destaque para as cidades de Maputo, Beira e Chimoio, que mecanismos estão a ser desenvolvidos para que o país não seja vulnerável a ataques cibernéticosA Frelimo também colocou uma questão sobre Cabo Delgado, mas na perspectiva de reconstrução, alinhando com a narrativa de que o conflito está controlado


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