As operações de resgate nos distritos de Massingir, Chókwè, Chibuto e Guijá estavam suspensas durante o dia de ontem devido a condições climatéricas que condicionaram a visibilidade.
Maputo (Canalmoz) – Cerca de cem mil pessoas estão afectadas pelas cheias que estão a assolar desde ontem, 19 de Janeiro, as baixas do Xai-Xai e Chicumbane, na província de Gaza. Até ao início da noite de segunda-feira continuavam a ser emitidos apelos através de megafones e outros meios para o abandono destas zonas
A presidente do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Luísa Meque, disse, ontem, numa conferência de imprensa, que a cidade do Xai-Xai está inundada e é uma grande preocupação.
“Estivemos cá, e as pessoas não estavam a acreditar que, de facto, isto começasse a acontecer. Fomos avisando e hoje voltamos a reforçar o apelo para que as pessoas aqui na zona baixa se retirem”, afirmou.
Luísa Meque disse que a água já começou a entrar na cidade do Xai-Xai e as pessoas, durante a noite de domingo, foram retiradas para a zona alta. Mas ainda existem outras pessoas que não levam a sério e que tentam atravessar.
“Recebemos há pouco tempo um jovem que vinha da cidade de Chicumbane e disse que realmente a água é muita e que não aconselhava que as pessoas passassem. Nós insistimos para que as pessoas se retirem. Esta é a primeira onda. Na tarde de hoje [ontem] e até amanhã [hoje] de manhã haverá a possibilidade de a água aumentar”, disse.
E acrescentou: “Queremos fazer o apelo a todos, porque esta água não é pouca. É só fazermos um retrocesso, os nossos irmãos do Chókwè não acreditavam que pudesse haver esta enchente. Então estamos aqui agora também a pedir para que todos os que estejam numa zona baixa se retirem. A água que vem, meus irmãos, é muita. Vamos sair da zona baixa”.















