Maputo (Canalmoz) – Segundo a Human Rights Watch, cinquenta e três pessoas foram mortas durante o ano passado na província de Cabo Delgado. Deste número, dez são membros dos partidos da oposição e quarenta e três são mulheres.
Segundo o relatório mais recente da Human Rights Watch, cerca de 95.000 pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas desde Janeiro de 2025, na sequência da escalada da violência em Cabo Delgado.
O relatório alerta para um período de agravamento da situação dos Direitos Humanos em Moçambique. Segundo o documento, a situação dos Direitos Humanos em 2025 foi marcada pelo agravamento do conflito em Cabo Delgado, pela insegurança alimentar e pela repressão violenta de protestos pós-eleitorais
O relatório da Human Rights Watch diz que os combates entre as forças governamentais e um grupo armado ligado ao grupo “Estado Islâmico” intensificaram-se de Julho a Setembro, afectando sobretudo os distritos de Chiúre, Ancuabe e Muidumbe.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.
“O conflito teve um impacto negativo no acesso aos cuidados de saúde públicos e à ajuda humanitária. Várias organizações suspenderam actividades devido à insegurança, e exigências de resgate e extorsão por parte dos grupos armados dificultaram a circulação de trabalhadores humanitários”, diz o documento.
Por outro lado, dados da Organização das Nações Unidas para a Infância indicam que, das 7.000 pessoas deslocadas em Maio, 57% são crianças.















