Maputo (Canalmoz) – A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique anunciou a prorrogação da greve dos profissionais da Saúde por mais trinta dias, alegando falta de respostas do Ministério da Saúde e incumprimento de compromissos assumidos no âmbito do diálogo para resolver a crise no Serviço Nacional de Saúde.
A decisão foi comunicada ontem, segunda-feira, durante uma conferência de imprensa em que a Associação dos Profissionais de Saúde fez um balanço das negociações com o Governo e alertou para o agravamento das dificuldades nas Unidades Sanitárias do país.
Segundo a Associação dos Profissionais de Saúde, durante as reuniões com o Ministério da Saúde foram estabelecidas recomendações concretas destinadas a esclarecer problemas graves que afectam o funcionamento do sistema sanitário. Entre as medidas acordadas estava a apresentação, por parte do Armazém Nacional de Medicamentos, de um relatório detalhado sobre a disponibilidade de medicamentos e material médico-cirúrgico existentes no país.
Outra recomendação era que a Direcção Nacional de Assistência Médica emitisse orientações oficiais sobre a postura que os profissionais da Súde devem adoptar em situações recorrentes de falta de medicamentos, material médico, alimentação para pacientes internados e outros insumos essenciais nas Unidades Sanitárias.
Segundo a Associação dos Profissionais de Saúde, essas recomendações deveriam ter sido apresentadas até 11 de Março. No entanto, até agora, nenhuma informação oficial foi transmitida aos profissionais da Saúde.
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