Maputo (Canalmoz) – O “MISA Moçambique” (Instituto de Comunicação Social da África Austral) submeteu uma carta ao Ministério da Defesa Nacional a manifestar a sua profunda preocupação e a solicitar esclarecimentos sobre actos de tortura psicológica, intimidação e confisco temporário de material jornalístico perpetrados por agentes das Forças de Defesa e Segurança contra um grupo de dezasseis jornalistas, no distrito de Macomia, na província de Cabo Delgado.
Os denunciantes relatam que, no âmbito de uma missão profissional organizada a convite da Administração Nacional de Estradas, os referidos jornalistas, provenientes de diversos órgãos de informação com representação em Pemba, encontravam-se em deslocação ao distrito de Mueda para realizar a cobertura jornalística das obras de asfaltagem no troço Mueda-Negomano, integrado no Corredor de Desenvolvimento de Mtwara.
Na quinta-feira, 26 de Junho, o grupo fez uma paragem no distrito de Macomia, onde decidiu entrevistar o administrador distrital, Tomás Badae, sobre o processo de reconstrução da vila, severamente afectada por sucessivos ataques terroristas. Após a entrevista, os jornalistas solicitaram autorização ao administrador para captar imagens de infraestruturas destruídas, como a Secretaria Distrital e a residência oficial do próprio administrador. A autorização foi concedida de forma clara e sem restrições.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.















