Maputo (Canalmoz) – A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique anunciou, na segunda-feira, 12 de Janeiro a suspensão de todas actividades a partir da próxima sexta-feira, devido à falta de pagamento do décimo terceiro salário.
Os profissionais da Saúde avisaram ao Governo, no dia 29 de Dezembro, que iriam paralisar todas as actividades, caso não lhes fosse pago.
O presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique, Anselmo Muchave, disse, em declarações ao “Canalmoz”, que os profissionais da Saúde iriam entrar em greve geral a partir de sexta-feira, dia 16 de Janeiro.
“A greve inicia-se na sexta-feira e vai abranger todas as Unidades Sanitárias do país. A greve vai consistir em ficarmos sentados nos hospitais, isto é, não vamos atender a nenhum doente até o Governo pagar o décimo treceiro salário”, disse Anselmo Muchave.
A greve vai perdurar por tempo indeterminado até o Governo se pronunciar em termos de datas sobre quando poderá pagar o décimo terceiro salário.
Disse também que, nesta greve, o grupo de profissionais da Saúde vai denunciar o estado grave do Sistema Nacional de Saúde porque o Estado nunca se preocupou em encontrar qualquer tipo de entendimento com os profissionais da Saúde.
“Os hospitais, Centros de Saúde e demais serviços de atendimento estarão inevitavelmente em situação de caos operacional, colocando em risco a continuidade, a qualidade dos cuidados prestados à população”, afirmou Anselmo Muchave.
Disse também que, ao longo 2025, as Unidades Sanitárias funcionavam sem medicamentos e alimentação para os doentes e, por consequência, houve muitas mortes, mais mortes do que as provocadas pelos ataques terroristas que estão a acontecer em Cabo Delgado.
“O Governo não mostrou certeza, acções concretas, a não ser falácias durante todo o ano. Tivemos Unidades Sanitárias que, até agora, têm dificuldades graves, mas o Governo, a Direcção do Ministério da Saúde, não saiu a falar daquilo que está a acontecer na jornada sanitária. O nosso povo está a morrer”, disse o presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.















