Maputo (Canalmoz) – O presidente do Conselho Municipal de Chimoio, João Ferreira, é acusado de perseguir e intimidar o grupo de funcionários que está a exigir a revisão salarial no âmbito da implementação da Tabela Salarial Única.
Os funcionários afirmam que, na província de Manica, alguns Conselhos Municipais já estão a implementar a TSU, mas o presidente do Conselho Municipal de Chimoio continua indiferente.
Os trabalhadores de vários sectores afirmam que os problemas começaram logo após a tomada de posse do actual presidente do Conselho Municipal. Segundo eles, enquanto os Conselhos Municipais de Sussundenga e Catandica já aplicam a TSU, em Chimoio os funcionários continuam sem receber, sem qualquer explicação.
“Somos tratados como se não fôssemos funcionários públicos. Quem reclama, é castigado”, disse um trabalhador que diz ter sido transferido à força para o sector de Saneamento depois de exigir os seus direitos.
Uma funcionária afecta ao Cemitério Municipal disse que trabalha em condições difíceis. “Lidamos com corpos em decomposição, fazemos horas extras, e não somos pagos. Quando perguntamos sobre a TSU, somos perseguidos. Já fui chamada duas vezes à Polícia Municipal só por fazer perguntas”, afirmou.
Outros funcionários dizem que há pessoas dentro do Conselho Municipal que vigiam e intimidam quem reclama. “Seguimos para casa com medo. Há dirigentes que nos acompanham para nos assustar e impedir que falemos”, disse um trabalhador ao “Canalmoz”
Os funcionários afirmam que já enviaram cartas ao secretário de Estado da província de Manica, à governadora provincial e ao secretário provincial da Frelimo, mas, até agora, não tiveram resposta. “Fizemos tudo como manda a lei, mas ninguém nos respondeu. Continuamos sem protecção”, afirmou outro funcionário.
Segundo os trabalhadores, a situação laboral no Conselho Municipal de Chimoio já dura há vários anos, mas piorou no actual mandato, com cortes de direitos, cancelamento de horas extras e contratação de novos funcionários com melhores condições do que os antigos. “Estamos cansados. Desde que este edil entrou, perdemos muitas regalias. A situação já não dá para aguentar”, afirmou um funcionário.















