Maputo (Canalmoz) – Setenta e nove trabalhadores do jornal “Diário de Moçambique”, incluindo jornalistas, iniciaram, na segunda-feira, 12 de Janeiro, uma paralisação laboral para exigir o pagamento de três meses de salários em atraso. Hoje, quinta-feira, a paralisação entrou no quarto dia.
“Nós estamos em greve porque há bastante tempo deparamos com atrasos salariais na empresa. É uma situação que já leva muitos anos e chegou à insustentabilidade. Vimo-nos obrigados a parar com as nossas actividades para ver se há alguma resposta por parte do patronato, por parte da Direcção da empresa. Foram acordados sete dias, mas são sete dias contados a partir de segunda-feira”, afirmou, em declarações ao “Canalmoz”, Vânia Óscar, porta-voz dos trabalhadores.
Vania Óscar disse que todos os dias se dirigem às instalações na cidade da Beira, e ficam lá das 7h00 até às 12h00 a reivindicar os salários em atraso dos meses de Outubro, Novembro e Dezembro.
“Está uma situação de muita insatisfação por parte dos colaboradores e de nós trabalhadores. A grande parte das áreas ou departamentos ligados ao jornal também paralisou as actividades, não foi apenas a Redacção, tem a Maquinação, a Impressão e tantas outras áreas, a Recepção, a Contabilidade. Para nós pararmos mesmo com estas actividades, para ver se há alguma resposta, porque está um cancro insustentável”, afirmou.
Disse que, desde terça-feira, as edições do “Diário de Moçambique” estão suspensas, porque ninguém está a escrever.
“Ninguém vai escrever antes de passarem sete dias. É uma pressão para ver se a situação se regulariza, porque, internamente, já esgotámos todas as possibilidades, não há nenhuma resposta concreta, palpável, cabal, por parte de quem de direito”, afirmou.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.















