Maputo (Canalmoz) – A Direcção Provincial das Obras Públicas e Recursos Hídricos de Nampula está a ser acusada de servir interesses privados através de contratos públicos milionários, num alegado esquema de corrupção que envolve antigos dirigentes, empresas ligadas a familiares e o desaparecimento de documentos. A denúncia foi tornada pública pela Associação “Koxukhuru”, com sede na cidade de Nampula.
Segundo a Associação “Koxukhuru”, a instituição terá sido tomada de assalto por uma rede que, mesmo após a cessação formal de funções de alguns dos seus membros, continua a influenciar decisões estratégicas ligadas à adjudicação e fiscalização de obras públicas, sobretudo no sector da Água e Saneamento.
No centro da denúncia estão Rui Domingos Ramos, Madeira Carlos Madeira e Virgínia Teimoso, apontados como uma “tripla operativa” que terá beneficiado de contratos direccionados.
O principal visado é o ex-chefe do Departamento de Água e Saneamento, Madeira Carlos Madeira, alegadamente em conluio com a sua esposa, Virgínia Teimoso, proprietária da empresa “RMV Consultoria”, e com Rui Domingos Ramos.
Segundo a Associação, a “RMV Consultoria” está registada em nome de Virgínia Teimoso, com sede na cidade de Nampula, no mesmo bairro onde o casal reside, um facto que levanta fortes indícios de conflito de interesses e violação das regras da contratação pública. Documentos citados pela “Koxukhuru” indicam que este grupo terá continuado a influenciar, de forma discreta, concursos públicos, direccionando contratos milionários para a fiscalização e execução de obras de abastecimento de água em vários distritos da província, numa altura em que muitas comunidades continuam sem acesso regular a água potável.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.















