Tribunal marca julgamento para 18 de Maio
Maputo (Canalmoz) – O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo marcou para o próximo dia 18 de Maio o julgamento do Banco Comercial e de Investimentos e funcionários Paula Alexandra Henrique Macitela Boca e George Lenon Ibraimo Mandawa, acusados pelo empresário Zanil Satar da prática do crime de burla agravada, pelo facto de os funcionários do BCI o terem o convencido a aderir ao processo de aquisição do “Grupo Taverna” utilizando os fundos da sua Conta Corrente Caucionada, sob a promessa de o Banco lhe conceder um novo financiamento bancário, de 600.000.000.00 (seiscentos milhões de meticais), mas nunca foi desembolsada essa quantia pelo BCI, o que culminou com o despedimento de cerca de 420 trabalhadores, conforme foi comunicado à Inspecção-Geral do Trabalho da Cidade de Maputo.
O “Canalmoz” teve acesso ao despacho de pronuncia assinado pela juíza Glória Zunguze, proferido no dia 15 de Agosto de 2025, com o n.º 281/2025/B, onde se lê: “O esquema começou em 2019, quando Chádia Damão, trabalhadora do BCI afecta à gestão da conta do ‘Grupo Mimmo’s’, ignorando as normas internas de sigilo bancário, informou Zanil Satar que o grupo estava em situação deficitária e poderia falir. A sugestão foi clara: adquirir o negócio. O empresário avançou, com o apoio financeiro do próprio BCI”.
Mas, no início de 2021, a mesma trabalhadora alertou o empresário para a situação económica deficitária do “Grupo Taverna”. Seguiram-se encontros com Paula Boca, que era directora central adjunta de Retalho e Empresas do BCI, e com George Mandawa, director central da mesma área.
No dia 17 de Novembro de 2021, numa reunião no escritório do empresário, na Av. Patrice Lumumba, Paula Boca, valendo-se da sua posição de chefia e com o consentimento de George Mandawa, disse que era possível conceder uma facilidade financeira de 600 milhões de meticais para a aquisição e exploração do “Grupo Taverna”.
Confiando na idoneidade de quem o atendia, gestores de topo de um banco com quem mantinha relação comercial desde há cerca de dezanove anos, Zanil Satar adquiriu as acções e quotas do “Grupo Taverna” no dia 30 de Novembro de 2021.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.















