Maputo (Canalmoz) – Os médicos estagiários da Universidade Unizambeze que estavam acampados no Ministério da Saúde já regressaram à Beira, com dois meses de subsídios pagos, dos cerca de dez meses em dívida. Afirmam que a situação dos pagamentos continua longe de ser resolvida e denunciam injustiça na forma como os valores estão a ser pagos.
Em declarações ao “Canalmoz”, um dos médicos estagiários disse que o grupo decidiu sair de Maputo depois de receber garantias de que as dívidas seriam pagas. No entanto, quando começaram a receber os primeiros valores, perceberam que nem todos estavam a ser tratados da mesma forma.
“Há colegas de outras universidades que receberam oito meses, outros, cinco, mas o nosso grupo da Beira recebeu só dois meses. Não percebemos qual é o critério”, afirmou.
A mesma fonte disse que há médicos com salários em atraso que chegam a cerca de dez meses, o que torna a situação ainda mais complicada para quem depende desse rendimento.
Os profissionais dizem ainda que o Governo prometeu pagar parte da dívida, sobretudo os meses até Novembro do ano passado, mas não avançou nenhuma data concreta para a regularização total.
“Disseram que vão pagar até Novembro e depois o resto com retroactividade, mas até agora não há datas claras”, disse o estagiário.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.















