Maputo Canalmoz – O presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários, Anselmo Muchave, disse, ontem, 18 de Maio, numa conferência de imprensa, que foram registradas 2.673 mortes desde Janeiro de 2026 devido ao caos instalado no Sistema Nacional de Saúde.
Anselmo Muchave disse que todas estas mortes são consequência directa da falta de atendimento aos pacientes, da escassez de cuidados básicos, falta de medicamentos e insuficiência de material médico e cirúrgico.
“Quem responde por estas vidas? Quem vai restituir a estas famílias? O silêncio do Governo é a resposta. Por isso, exortamos a toda sociedade civil para exigir a demissão imediata do ministro da Saúde”, disse Anselmo Muchave.
E acrescentou que o ministro da Saúde é o responsável por todas essas mortes porque nas Unidades Sanitárias falta material básico para prestação de primeiros socorros, designadamente, soro, luvas, antibiótico, gaze, anestésico.
A Associação dos Profissionais de Saúde reafirma que a greve vai continuar ao nível nacional até que haja assinatura de um acordo vinculativo com prazos, orçamento e mecanismos de monitoria independentes.
Anselmo Muchave disse que, para o efeito, a Associação dos Profissionais de Saúde decidiu submeter uma queixa formal ao Provedor de Justiça, à Assembleia da República e a parceiros de cooperação do Governo, sobre violação do direito à saúde, em que os moçambicanos estão sujeitos a mortes sem atendimento condigno, e sobre a má gestão de fundos públicos que ocorre no Ministério da Saúde.
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