Maputo (Canalmoz) – O First National Bank (FNB Moçambique) anunciou a disponibilidade de sete milhões de meticais para assistência humanitária às comunidades impactadas pelas cheias registadas no início deste ano no país. O apoio será canalizado através da “Pro Visão Moçambique” para prestar assistência às comunidades afectadas nas províncias de Gaza, Tete e Sofala.
As cheias deste ano afectaram mais de 800.000 pessoas, provocando perda de vidas, destruição generalizada de habitações e danos significativos em infraestruturas críticas, incluindo estradas, pontes, unidades de saúde e sistemas de abastecimento de água.
Embora a fase mais crítica da emergência tenha sido ultrapassada, os seus impactos continuam a ser sentidos por muitas comunidades, que ainda se encontram a reconstruir as suas casas, a restabelecer os meios de subsistência e a recuperar da perda de bens essenciais.
A destruição de áreas agrícolas e a perda de gado agravaram ainda mais os meios de subsistência e limitaram significativamente o acesso a alimentos, sobretudo nas zonas mais afectadas, como Xai-Xai e distritos vizinhos.
Através desta contribuição, o FNB Moçambique está a estabelecer uma parceria com a “Pro Visão Moçambique” para fornecer ajuda alimentar, apoio em água, saneamento e higiene, incluindo sementes de feijão e arroz para cultivo, destinadas a comunidades deslocadas e vulneráveis nas províncias de Gaza, Tete e Sofala.
O administrador-Delegado do FNB Moçambique, Dennis Mbingo, disse que estavam solidários com todas as pessoas afectadas por esta tragédia.
“Na resposta imediata às cheias, apoiamos os nossos colaboradores directamente afectados. Estendemos esse compromisso às comunidades mais vulneráveis, contribuindo para os seus esforços de recuperação e para a reconstrução dos seus meios de subsistência”, disse o administrador.
Acrescentou que este apoio, parcialmente viabilizado pelas contribuições de entidades do grupo na região, reflecte a força da nossa rede regional e o compromisso conjunto de responder em momentos de crise.
“O FNB Moçambique reconhece os enormes desafios provocados pelos fenómenos climáticos extremos e a importância do sector privado em desempenhar um papel activo no reforço da resiliência das comunidades e do país,” afirmou Mbingo.
Moçambique continua altamente vulnerável a choques climáticos, com cheias e ciclones recorrentes a exercerem pressão constante sobre as comunidades e serviços essenciais.















