A empresa metalúrgica “Mozal”, um dos maiores complexos industriais de Moçambique, está parada desde 15 de Março devido a um braço-de-ferro entre o Estado moçambicano e os australianos accionistas maioritários da unidade fabril sobre o preço da energia.
Maputo Canalmoz – A empresa sul-africana “Industrial Development Corporation” está a avaliar a aquisição de 63,7% das acções da empresa australiana, “South32” na fábrica de fundição de alumínio “Mozal”, tornando-se o maior accionista da fábrica.
A intenção da IDC surge através de um concurso público lançado no dia 10 de Junho para contratar consultores independentes que irão analisar as opções disponíveis para o futuro da “Mozal”. A IDC, que detém 32,48% da “Mozal S.A.”, pretende obter aconselhamento técnico e comercial antes de tomar uma decisão.
Segundo escreve o portal de notícias sul-africano “Business day”, o estudo deve propor um modelo de financiamento e uma estrutura de governação e identificar potenciais parceiros estratégicos para uma futura operação da fundição de alumínio.
O portal diz também que a paralisação da operação na “Mozal” resulta da inviabilidade estrutural da fundição de alumínio nas actuais condições de preços e contratação de energia eléctrica, e não de qualquer falha técnica ou de mercado. Por isso, qualquer decisão de retomar a produção dependerá da obtenção de uma solução energética viável a longo prazo, sendo essa condição essencial para a viabilidade do projecto.
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