Maputo (Canalmoz) – São 300 trabalhadores afectos à produção na “Tongaat Hulett”, produtora de açúcar na fábrica de Xinavane, província de Maputo. A greve teve início na segunda-feira, com duração de três dias. Os trabalhadores reivindicam o pagamento de horas extraordinárias desde a greve de 2009; protestam contra irregularidades no pagamento do subsídio de turno; exigem regularização das categorias profissionais; protestam contra a falta de descanso semanal.
Os trabalhadores disseram ao “Canalmoz” que a paralisação dos trabalhos vai decorrer de 15 a 17 de Junho e resulta de um conjunto de reivindicações que são apresentadas sem sucesso há vários anos. E acusam a empresa de ter mantido, durante mais de uma década, um sistema de trabalho excessivo e financeiramente prejudicial, sem o pagamento das compensações que consideram legalmente devidas.
Segundo os trabalhadores, os motoristas dos transportes das classes “A” e “B” continuam a ser remunerados com base na categoria da agricultura, apesar de desempenharem funções ligadas à actividade industrial.
Os trabalhadores alegam que o conflito remonta a 2009, quando uma greve motivada pelos baixos salários levou a Administração da empresa a alterar o modelo de organização do trabalho. Mas, na altura, ficou acordado que não haveria reajustamento salarial, mas seriam pagas aos trabalhadores horas extraordinárias como forma de compensação pela sobrecarga horária. E para o efeito ia-se eliminar o quarto turno, passando-se a trabalhar em três turnos que seriam compensados na forma de horas extraordinárias, mas a empresa não conseguiu honrar.
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