Maputo (Canalmoz) – O Município de Pemba decidiu interromper, por dez dias, a circulação de onze dos doze autocarros de transporte público no âmbito do Programa Presidencial transporte seguro, uma medida que é justificada como de “reestruturação e reorganização” do serviço, mas fontes ligadas ao processo, dizem que a suspensão da circulação está relacionada com uma disputa das receitas diárias.
Um comunicado do Conselho Municipal de Pemba, a cópia cuja o Canalmoz teve acesso lê-se: “O Conselho Municipal da cidade de Pemba informa aos munícipes que, no âmbito da reestruturação e reorganização do serviço de transporte público, haverá uma interrupção temporária da circulação dos autocarros por um período de 10 dias”.
A nota da edilidade de Pemba divulgada no dia 24 de Agosto, explica que a medida visa permitir a realização de intervenções necessárias para a melhoria da qualidade, eficiência e organização do transporte público na cidade de Pemba.
Entretanto, fontes ligadas ao processo revelam que, por detrás da paralisação, estará uma forte contestação do município à alegada falta de canalização das receitas diárias por parte dos cobradores.
Segundo as fontes, a edilidade terá advertido várias vezes os cobradores e as equipas responsáveis pela gestão dos autocarros para que cumprissem as metas de arrecadação e entrega das receitas. As advertências, contudo, não teriam produzido os resultados esperados.
A situação terá criado um braço-de-ferro entre o município e os cobradores, sobretudo porque, de acordo com as mesmas fontes, alguns trabalhadores teriam sido obrigados a recorrer ao próprio dinheiro para garantir a compra de combustível ao funcionamento dos autocarros.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.















