Maputo (Canalmoz) – Depois de, ao longo da semana passada, o preço do combustível ter subido para 300,00 e 400,00 meticais por litro, durante o fim-de-semana baixou para 200,00 a 300,00 meticais o litro, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado.
Uma ronda efectuado pelo “Canalmoz” na cidade de Pemba testemunhou a falta de combustível, e automobilistas e motociclistas declaram que a crise persiste, marcada por longas filas, incerteza e forte presença do mercado paralelo.
Abudo Abdurrahim, motorista, descreve um cenário de desgaste e frustração. Conta que chegou a permanecer horas em filas sem garantia de abastecimento. “Fiquei na bicha desde as 5h00 até às 7h00 da manhã para conseguir combustível. Voltei a tentar, andei várias bombas e não consegui”, relatou.
Segundo ele, a situação arrasta-se há cerca de duas semanas e está a afectar directamente o seu sustento. “Fiquei uma semana sem trabalhar. Se continuar assim, vou ter de encostar o carro”, afirmou.
A percepção de que o combustível existe, mas não chega de forma regular aos consumidores, é partilhada por vários entrevistados. Muitos apontam para um esquema informal que favorece revendedores clandestinos. “Há pessoas que compram com bidões e depois vendem na rua. Pagam 100,00 a 200,00 meticais por galão para facilitar”, afirmou Abudo Abdurrahim.
Os preços no mercado paralelo continuam proibitivos. Um litro pode custar de 200,00 até mais de 300,00 meticais, tornando inviável o abastecimento para quem depende do combustível para trabalhar.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.















