Maputo (Canalmoz) – Três meses após a morte violenta de Dom Osório Citora Afonso, bispo de Quelimane e Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, os bispos católicos, reunidos na Matola, de 2 a 4 de Setembro, emitiram, na sexta-feira da semana passada, um comunicado no qual afirmam que existem situações e desafios internos onde a igreja católica, a nível nacional, diocesano, paroquial e de comunidades, precisa de entrar dentro de si e examinar-se à luz do evangelho.
“Esses desafios internos reflectem-se negativamente na forma como a sociedade percebe a igreja. Quando o testemunho da igreja é comprometido, ela deixa de ser uma luz para o mundo e um reflexo da graça e do amor de Deus. À luz da fé, os problemas não constituem apenas desafios, mas podem também tornar-se oportunidades de renovação”, indica o comunicado.
Os bispos católicos afirmam que a morte violenta de Dom Osório Citora Afonso, provocada por mão assassina, foi um duro golpe no coração da Igreja Católica em Moçambique e continua a provocar sofrimento.
“Três meses após a morte violenta de Dom Osório Citora Afonso, Bispo de Quelimane e Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, assassinado na sua residência, em Quelimane, nós, os Bispos da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), reunimo-nos de 2 a 4 de Setembro no Seminário Filosófico de Santo Agostinho da Matola, para uma Assembleia Plenária Extraordinária, a fim de reflectirmos sobre a sua morte violenta e injustificada”, disse.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.















