Maputo (Canalmoz) – Um ataque protagonizado por um grupo armado, identificado pelas autoridades como terrorista, deixou pelo menos uma pessoa morta, vários feridos e um número ainda não esclarecido de pessoas raptadas na região de Marangira, no distrito de Marrupa, província do Niassa.
Entre os alvos dos atacantes esteve um empreendimento turístico explorado pela Mozambique Wild Adventures (MWA), empresa associada ao antigo seleccionador luso-moçambicano, Carlos Queiroz. As instalações foram destruídas durante a incursão, que voltou a levantar preocupações sobre a expansão da violência armada para zonas de conservação e turismo anteriormente consideradas distantes dos principais focos da insurgência.
Segundo apurou o “Canalmoz”, os homens armados terão começado por destruir infra-estruturas de telecomunicações, numa aparente tentativa de dificultar as comunicações e atrasar uma eventual resposta das autoridades. Depois, avançaram para a zona da Coutada de Marangira, onde atacaram e incendiaram o acampamento turístico.
O “Main Camp/Tented Safari Camp” da Mozambique Wild Adventures foi completamente destruído pelas chamas. Durante a incursão, segundo informações recolhidas no local, foram igualmente queimadas viaturas e danificadas infra-estruturas pertencentes a operadores e empresas locais.
As primeiras informações apontavam para a fuga de trabalhadores do empreendimento e de residentes das comunidades vizinhas. Com o evoluir da situação, foram reportados mortes e vários feridos, incluindo alegados membros das Forças de Defesa e Segurança, que deram entrada no Centro de Saúde de Marrupa.
A situação provocou ainda uma fuga em massa de residentes. Segundo relatos recolhidos pelas autoridades, muitas famílias abandonaram as suas casas e refugiaram-se noutras zonas, deixando para trás bens e mantimentos. Entre os deslocados encontram-se crianças, idosos e outros membros das comunidades afectadas.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.















