Maputo (Canalmoz) – A Confederação das Associações Económicas de Moçambique diz que o Governo, depois de pagar a dívida ao Fundo Monetário Internacional, deve pagar também as dívidas que tem para com o sector privado.
Um comunicado da CTA refere a necessidade de o Governo prestar atenção às avultadas dívidas internas e aponta a sua progressiva liquidação como forma de dinamizar a economia nacional. Os dados divulgados recentemente sobre a pobreza exigem uma reflexão séria e construtiva. Calcula-se que cerca de 60% da população moçambicana viva abaixo da linha da pobreza, com maior incidência nas zonas rurais, onde persistem limitações significativas no acesso a serviços básicos, emprego formal e oportunidades económicas.
O documento acrescenta que o sector privado reconhece e valoriza o cumprimento das obrigações financeiras junto do Fundo Monetário Internacional, por constituir um sinal relevante de responsabilidade macroeconómica e de reforço da credibilidade internacional do país.
“Este passo contribui para consolidar a confiança dos parceiros externos e criar condições para o aprofundamento da cooperação económica e financeira. Não obstante, importa sublinhar que a estabilidade macroeconómica deve ser acompanhada por medidas internas consistentes que promovam um crescimento inclusivo e sustentável. O desafio que se coloca é garantir que este esforço seja complementado por políticas que estimulem a produção nacional, o investimento privado e a competitividade da economia.”Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.















