Maputo (Canalmoz) – O governador do Banco de Moçambique, Felisberto Navalha, anunciou ontem, 30 de Setembro, que vai alterar o regime de reservas obrigatórias a partir do próximo período de constituição, além da manutenção da taxa de juro em 9,25 por cento.
“O novo regime de reservas obrigatórias, com a duração de 18 meses, permitirá a dedução, na componente em moeda nacional, do montante correspondente aos novos financiamentos concedidos pelo sistema bancário às empresas que contribuam para a substituição de importações e/ou para o aumento das exportações. A taxa de juro a ser aplicada será a taxa MIMO, podendo ser acrescida de uma margem de 150 pontos base, conforme a finalidade”, disse o governador do Banco de Moçambique, no final da reunião do Comité de Política Monetária, onde anunciou a manutenção da taxa de juro em 9,25%, atendendo a riscos, correspondente ao preço dos combustíveis e alimentos.
Disse também que apenas as reservas em moeda nacional, serão utilizadas para os bancos assegurar financiamentos às empresas, uma vez que estes depósitos ficam parados.
“Estando parados e a economia precisando neste momento de algum oxigénio, nós queremos colocar estes recursos disponíveis para os bancos comerciais intermediarem a sua canalização para o setor produtivo da nossa economia, privilegiando sobretudo unidades produtivas ou empresas vocacionadas para a promoção de exportações”, disse Felisberto Navalha.
Acrescentou que ao mesmo tempo em que empresas que possam produzir localmente bens que actualmente são importados. A vantagem que encontraram é disponibilizar recursos a um preço, a um custo mais baixo.
“Colocamos à disposição do mercado e das pequenas e médias empresas devidamente constituídas que operam no mercado novos financiamentos com custos mais baixos e assim poder alavancar aquilo que é a sua atividade”, disse o governador do Banco.
Felisberto Navalha explica que a decisão reflecte, a prevalência de elevados riscos e incertezas quanto ao impacto dos choques climáticos e do prolongamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente e na Europa, com potenciais efeitos sobre os preços internacionais dos combustíveis e alimentos, num contexto em que a recuperação da actividade económica mantém-se lenta.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.















