Maputo (Canalmoz) – A Assembleia da República encerrou ontem a III sessão Ordinária da X Legislatura, com discursos dos chefes das quatro bancadas parlamentares e da presidente da Assembleia da República.
O chefe da bancada parlamentar da Renamo, Jerónimo Malagueta, disse que o pagamento na totalidade da dívida do país ao Fundo Monetário Internacional, na ordem dos 700 milhões de dólares, deixou perplexos os moçambicanos porque o Governo é incapaz de honrar os seus compromissos e obrigações internamente. Por exemplo, com o pagamento da dívida de horas extras com os professores desde 2022.
Disse também que o Governo ao pagar a dívida na totalidade pretendia transmitir ao mercado internacional a mensagem de um Governo cumpridor das suas obrigações internacionais, mas não consegue pagar a dívida aos professores.
“Desde o ano 2022 o Governo não consegue pagar as dívidas aos professores alegando falta de recursos para os moçambicanos, mas é tudo falta de vontade política para honrar o compromisso interno. O Governo preferiu honrar os compromissos externos e matar internamente os seus concidadãos”, disse Jerónimo Malagueta.
Criação do cartel na importação de arroz e trigo
Em relação à centralização da importação de arroz e trigo no Instituto de Cereais de Moçambique, a bancada parlamentar da Renamo considera que o Governo introduziu o monopólio da importação de arroz e trigo alegando querer combater a fuga ao fisco, mas na verdade foi criado um cartel que monopoliza o negócio.
“Essa situação não acontece na importação de outros produtos como material de construção e géneros alimentícios e essa atitude demonstra a incapacidade do Governo de fiscalizar a actividade económica e optar por penalizar toda a classe em áreas previamente seleccionadas”, disse Jerónimo Malagueta.















