Fernando Tsucana terá que pagar uma indemnização branda de 50 mil meticais a cada ofendidos
Maputo (Canalmoz) – Três anos depois o Tribunal Supremo (TS) julgou o processo especial nº 1/2025-IP em que era arguido o antigo Vice-Comandante Geral da PRM, Fernando Tsucana. Era acusado de calúnia e difamação pelo Presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo e pela activista Fátima Mimbire por ter dado uma conferência de imprensa onde chamou de “terroristas” os ofendidos por terem se juntado à marcha de homenagem ao músico Azagaia, na cidade de Maputo, em Março de 2023.
No dia 18 de Março de 2023, um grupo de jovens decidiu homegear o músico de intervenção social Azagaia que havia sido enterrado no dia 14 de Março. A marcha devia começar na estátua Eduardo Mondlane, na avenida com o mesmo nome, em Maputo, e devia terminar nos paços do Municípios de Maputo. O Conselho Municipal de Maputo havia autorizado a marcha, tendo inclusive alocado a polícia municipal para cortejar os jovens. Sucede que quando os jovens se fizeram à estátua Eduardo Mondlane foram recebidos com carga policial da Unidade de Intervenção Rápida e da polícia canina. Fátima Mimbire estava entre os que iriam homenagear Azagaia.Ler mais na versão PDF, mediante subscrição.
Mais tarde, e para justificar a brutalidade policial, o antigo Vice-Comandante-geral da PRM, convocou a imprensa e leu um comunicado prenhe de teorias de conspiração, sendo que uma delas é que de que a homenagem estava a ser a ser financiada por pessoas com ligações políticas e visava um golpe de Estado. Mencionou os nomes de Fátima Mimbire e Manuel de Araújo. Nessa altura, essas duas figuras interpuseram uma queixa de calúnia e difamação contra o Fernando Tsucana.















