Quando chove ou faz frio, é “feriado”. Quando a chuva se prolonga são “férias colectivas”
Maputo (Canalmoz) – As autoridades da educação em Sofala, anunciaram ontem,13 de Agosto na Beira, estar a enfrentar défices de salas de aula após as inundações registadas no princípio destes anos na província de Sofala.
O director provincial de Educação em Sofala, Luís Meno, aponta Chemba, Marromeu, Muanza e Machanga como os distritos com maior défice de salas de aula e o número de turmas que funcionam ao relento aproxima-se, agora, a 700.
“As inundações agravaram ainda mais a situação das salas de aulas, onde que desde as inundações registadas no principio deste ano, aumentou o défice de salas de aulas em 700 o que obriga muitos alunos a estudares ao ar lento. Mas estamos a mobilizar fundos, junto das parceiras para ultrapassar esta situação”, disse.
Dados mais recentes indicam que a província tem falta de cerca de 2.400 salas de aula. Em termos dos alunos que estudam ao relento, são mais de 43.000.
O dirigente assegura que o governo está a mobilizar fundos para a construção de infraestruturas escolares e restaurar aquelas que foram danificadas por desastres naturais.
“Estamos a erguer paulatinamente através dos fundos do governo, mas garantimos que vamos continuar a mobilizar” frisou
Por seu turno, desde a passagem do ciclone Idai, em Março de 2019, que destruiu milhares de salas de aulas em 13 distritos da província de Sofala, apesar dos esforços do governo e parceiros, na reabilitação e construção de escolas, os desafios estão longe de serem ultrapassados no sector da educação.
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